segunda-feira, 22 de março de 2010




Poesia de Apresentação:



Meu Tempo

Difícil prá eu falar das coisas simples.
Fácil prá eu sentir as coisas simples.
Algo me deixa aflito.
Me deixa no ar.
Vida solta.
Solta a vida!... deixe-a reinar.

Mergulho em mim, e nada encontro além do que sou
É mar imenso, sem referencial.
Não sei onde estou.
Tempo?
Espaço?
Nada disso é palpável.
O que sou além do que mostro ser?
Onde vou?
Se nem sei onde cheguei!
Mar de mim mesmo.
Preso estou.

Ir e vir.
Ondas no meu mar
Sem rumo e em todos os rumos.
Eu flutuo...
Eu mergulho...
Continuo não sabendo onde estar.

Como preencher meu coração vazio?
Prá quem tem esperança o tempo é "quando"
Prá quem tem saudade o tempo é "ido"
Prá quem não tem rumo, todo o tempo é sofrido!

Melhor tempo nenhum,
Melhor nenhum lugar
Melhor partir do que ficar.
Na eternidade dessa dúvida.
Na crueldade da mentira.
Na solidão do não ser.

Prefiro a paz da ascese
Prefiro a mansidão de saber...
Que do outro lado da vida
Há alguma razão escondida
Que justifique o viver!

(Woody)

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